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Mato Grosso do Sul

Oficina durante o Festival transmite o amor pelo Patrimônio Cultural e a importância da transmissão de experiências

“Patrimônio Cultural é amor, é a transmissão desse amor”. Assim bem definiu Antônio Sarasá esta manhã (23), na oficina que acontece durante o Festi...

23/11/2021 14h05
Por: Redação
Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
Daniel Reino
Daniel Reino

“Patrimônio Cultural é amor, é a transmissão desse amor”. Assim bem definiu Antônio Sarasá esta manhã (23), na oficina que acontece durante o Festival Campão Cultural - I Festival de Arte, Diversidade e Cidadania, no Memorial Educativo da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

A oficina “Organização espacial de equipamentos culturais e identidade territorial: desafios e possibilidades em arquivos, bibliotecas e museus” tem o objetivo de demonstrar o relevante papel artístico-cultural, social e econômico dos equipamentos culturais, como arquivos, bibliotecas e museus, e também evidenciar o potencial de dinamizar os territórios nos quais atuam.

O palestrante Antonio Sarasá, do Estúdio Sarasá, é o responsável pelo restauro da Casa do Artesão. “Restauro é quando as coisas perdem a sua informação e a gente recoloca essa informação. A zeladoria do patrimônio cultural é o zelo, amor e afeição pelo patrimônio. O patrimônio cultural não é somente a matéria, quem dá valor é o ser humano. É importante incluir as pessoas no processo, na relação de pertencimento”.

Para o palestrante, cuja paixão pelo Patrimônio Cultural é muito evidente e está no sangue, as pessoas às vezes são desempoderadas pelos próprios gestores no trato com o patrimônio cultural de sua comunidade. “Eu dou o exemplo das igrejas, muitas vezes cuidada pelos fiéis durante anos e em determinado momento isso se perde. Este processo se perde quando deixa de ser transmitido para outras gerações. O patrimônio cultural está ficando sem o seu significado. Daí a importância desse Festival, que simboliza a transmissão dos valores em volta do fogo. É importante sensibilizar as gerações futuras. O Festival funciona como um chacoalhar e soprar nos corações, resgatar essas essências para não se perder o processo”.

Presente na oficina, a gestora do Museu José Antônio Pereira, Greice Mara Oliveira, disse que aprendeu que muitas atitudes não dependem apenas dos governantes. “O Antônio Sarasá fez uma provocação para a gente, muitas vezes a gente pode dar nossa contribuição, porque tem situações que estão ao nosso alcance e a gente pode fazer”.

Greice deu um exemplo que aconteceu no próprio Museu José Antônio Pereira. “O museu foi construído de pau a pique e barro de sopá há 141 anos, e está começando a se deteriorar. Por causa dos temporais caiu um pedaço da parede. A Sectur fez um convite ao Antônio Sarasá para ver o que podia ser feito enquanto aguardamos o processo de licitação. A equipe do próprio museu, com o conhecimento que adquiriu em 2018 com um curso que fez em Rio Verde, conseguiu reparar a parede”.

Outro participante, o chefe da Divisão de Patrimônio Cultural Natural da Gerência de Patrimônio Cultural da Sectur, Fernando César Pires Batiston, afirmou que a oficina está sendo muito instigadora, com muitos pontos para serem pensados na forma do trato do Patrimônio Cultural. “Como por exemplo, como os arquivos efetuam sua organização interna e manutenção, de forma que as pessoas envolvidas no processo revejam seus conceitos, é um processo de análise crítica. E o curso traz a nossa realidade, tem um olhar para o local, é produzido olhando para nossa região. Acho fundamental ter uma oficina como essa no Festival. Precisa acontecer mais vezes”.

Já o titular da Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura, João César Mattogrosso, ressalta os investimentos do Governo MS no restauro de diversos patrimônios. “Dentro do pacote de investimento para cultura temos a satisfação de contemplar diversos segmentos, incluindo o nosso patrimônio cultural. Está previsto o investimento de mais de R$ 20 milhões em restauração de importantes espaços, sendo que a Casa do Artesão já está em processo de reforma, onde foi empenhado cerca de R$ 2,2 milhões”, destaca.

A oficina “Organização espacial de equipamentos culturais e identidade territorial: desafios e possibilidades em arquivos, bibliotecas e museus” vai até quarta-feira, dia 23 de novembro, das 7h30 às 11 horas, e faz parte do Festival Campão Cultural - I Festival de Arte, Diversidade e Cidadania. A participação é aberta a todos os interessados e a entrada é franca. O Memorial da Cultura e Cidadania fica na avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro. Venha compartilhar amor você também!!!

Karina Lima, FCMS

Fotos: Daniel Reino

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