Anuncie aqui topo
Anuncie aqui topo
Anuncie aqui topo
Saúde

Ansiedade, dificuldade para andar: pacientes de Campo Grande relatam sequelas pós-coronavírus

.

30/11/2020 08h35
Por: Redação

Os números do coronavírus têm crescido em Campo Grande nas últimas semanas e a situação já preocupa as autoridades de saúde. O número de pacientes internados em leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) aumentou e a lotação chega a 80% na Capital. Porém, o que pouca gente se lembra é que os sobreviventes da Covid-19 enfrentam as sequelas da doença por meses. Os dias de internação rendem problemas que vão desde a ansiedade e chegam a dificuldades motoras, dores e fraqueza no corpo.

Em pouco mais de dois meses, o CER/Apae (Centro Especializado em Reabilitação e Oficina Ortopédica da Apae de Campo Grande) atendeu mais de 250 pacientes com sequelas após a infecção pelo coronavírus. O centro funciona com um ambulatório para recuperação dos pacientes de Covid-19 e é uma parceria da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e SES (Secretaria de Estado de Saúde), para atender usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).

O Coordenador Técnico do CER/Apae, Paulo Henrique Muleta Andrade, explica que o centro oferece 70 novas vagas por semana para usuários do SUS encaminhados pelo SISREG (Sistema de Regulação de Vagas – Ministério da Saúde).

“O tempo de tratamento das sequelas/resíduos da SARS COV-2, depende do nível de comprometimento do paciente e do número de sistemas comprometidos”, conta. O coordenador explica que os pacientes têm apresentado comprometimento motor, respiratório, cardiorrespiratório, neuropatias periféricas e associações dos mesmos. As neuropatias periféricas incluem sintomas como dor, formigamento, dormência e fraqueza no corpo.

Andrade ainda ressalta que o medo que o paciente sente quando é internado também é um dos principais sintomas. 

“Chama a atenção ao quadro de ansiedade e medo relatado pela maioria dos pacientes, que ficaram em ventilação mecânica independente do tempo. Cito o relato de uma paciente que me marcou muito: ‘enquanto estava ligada no ventilador, era como se estivessem me chutando todo momento’”, relata.

A Sesau explica que o organismo de cada paciente reage de uma forma diferente ao coronavírus. O tratamento pode durar meses ou até anos. “Dentre as principais doenças residuais, estão, principalmente no universo de pacientes que necessitaram de tratamento com respiração mecânica, a constância na dificuldade respiratória, problemas motores, psicológicos, e, em alguns casos menos comuns, problemas neurológicos”.

 

Fonte: Midiamax

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários